sexta-feira, 4 de julho de 2014

ENSAIO SOBRE A RETIDÃO

Em tempos de duelos,
É sábio abrigar as flores,
Engolir a sede por vingança,
Recolher os sabres inquietos,
Agasalhar as dores e os berros,
Pois as armas são aferros incertos,
São fados apertos,
Imensuráveis desconcertos para o coração.

Caio Dagher

terça-feira, 3 de junho de 2014

ASSIMILANDO INFINITIVOS DA LIBERDADE

Deixar para trás? Difícil, não? (Desapegar, consentir, entender).
Pra esgotar e resolver o dilema é preciso usar esses três verbos.

Assimilando a essência dos infinitivos, você descobre que DESAPEGAR é o fruto mais benéfico que há, pois se deu com a compreensão.  Compreensão que afasta a ternura da angústia, desata a razão das fantasias e, desliga a dor da dúvida.

Descobre também, que CONSENTIR é a aceitação da lei sublime da ação e reação, da afinidade e atração cósmica do amor. Em outras palavras, é aceitar que tudo tem um fim. Se houve fim, foi porque a cognição perdeu aderência, ou seja, os caminhos se acasalam, mas nem sempre trafegam juntos. Consentir é permitir outro começo, outra visão da vida e seus dilemas. Permitir é deixar que ação e a reação manifestem seus efeitos novamente, pois tudo muda, nós transformamos e, os encantos serão outros. Consentir também é tolerar. Tolerar a mudança, o desgosto, a bagunça que vem, todavia, também vai. Só permanece se não arrumamos o quarto. Quarto? Aquele quarto que guardamos nossos segredos, desfechos e brasões. Nosso CORAÇÃO!

Descobre por final, sobre o entender. Entender é aceitar. Aceitar é a manifestação de seu presente mais intimo e mais puro. Aceitar o presente é o mesmo que estar capacitado e disposto a ser feliz. Pois ninguém é feliz lembrando o ontem, nem abreviando o amanhã.


É?


segunda-feira, 19 de maio de 2014

TRANSITÓRIO

É tão bom conversar, ser entendido e compreendido não é? É tão cordial falar dos sentimentos internos, das percepções existenciais sem se atentar com prejulgamentos. É tão bom ser você por inteiro e, não precisar omitir sua essência. É tão bom ser obreiro do contentamento de um amigo, de ser escudeiro de algum grande segredo, de ser a confiança leal de alguém. Pena que nem sempre é assim. Ainda somos tão carentes, tão inconstantes, um tanto hipotéticos e, por vezes, céticos. Há tantas desilusões neste mundo repleto de teorias sobre o amor, sobre a dor, sobre a fé, sobre o conhecimento.  O que sabemos sobre a vida? Sofremos muito ao tentar estabelecer teorias, conceitos sobre as coisas, sobre as pessoas e seus sentimentos. Sofremos por antecipação. Se tudo é transitório, pra que se apegar no que ficou ou no que está por vir? Decepcionamos-nos com tanta facilidade. Ora, que vaidade tão nata, que presunção estúpida é essa, se a falha é sempre nossa, por projetar em alguém uma falsa concepção, uma rompante expectativa de nossos bel-prazeres. Sempre vamos nos decepcionar, se acharmos que o outro seja aquilo que pensamos. Oh ilusão, meu irmão! E o que é ser certo, num mundo de tantas incertezas, em um mundo de tantos conflitos sentimentais, sociais e espirituais. O mais importante é tentar. Procurar ser melhor, ser um homem de bem. As riquezas desta vida estão no esclarecimento. No entendimento sobre nossa passagem, sobre nosso propósito. No fundo cada um sabe o que veio fazer aqui. Conhecimento trás liberdade. Não estacione, tentando constituir suposições sobre o mundo e as pessoas, porque tudo muda. Bom é ser um homem de bem, trilhar quietamente. Estudar, amar e respeitar os distraídos e desfavorecidos, pois o mundo precisa de honestidade, de retidão e compaixão.

Quem caminha assim, não há como não ser feliz. Há espaço para todos nesse mundo. Somos protagonistas de nossas próprias vidas e herdeiros de nós mesmos.


 Caio Abrão Dagher



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NOITE DE LUZ

Hoje é dia de buscar a lucidez e amanhar o silêncio,
Hoje é dia de buscar a compreensão e permanecer na resignação,
Dia de introspecção.
A existência nos convida para uma aclaração,
Deus nos permite repensar,
Jesus nos ajuda a reencontrar,
Um caminho mais quieto pra se viver, sob a égide de um amor mais forte e infatigável.
É Natal. 



Caio Dagher

domingo, 10 de novembro de 2013

LUCIDEZ

Há, aqueles que dizem:
- Sou coração!
“Coração” no sentido de emoção, sentimento. Uma alma que durante os ensaios desta existência, busca seu lado mais sentimental.

Contudo, há, outros que dizem:
- Sou razão!
“Razão” no sentido de coesão, lógica. Isto é, uma alma que durante os ensaios, escolhas e buscas existenciais, procura ser racional.

Porém coração e razão andam juntos!
Amar é a arte de transitar sem o peso do apego, é arte de caminhar sem tropeçar na imponderação da paixão.
Iluminar o coração é o mesmo que usar o amor para procurar a razão, até que a razão de tudo, seja, amar.

Caio Dagher

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ILUMINAÇÃO

Difícil é habitar o presente. Sofremos com sentimentos passados e, com receios futuros. A verdadeira luz está no íntimo mais vivo do ser. Não podemos aprisionar dentro das miragens de nossa mente. Preste atenção em seu cá e, olvide o de lá. Só em nosso coração, nós achamos a cura para a sequela do remorso e a paciência diante os efeito da angústia. Adentrar-se com calma em nossa alma é liberdade. É a prova de que nosso autoconhecimento empírico tem o poder de nos velar da dor que nos atinge quando insistimos ser algo que já PARTIU ou que ainda vai CHEGAR.

Caio Dagher

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 Baseado na filosofia do livro “The Power of Now: A Guide to Spiritual Enlightenment” de Eckhart Tolle


domingo, 4 de agosto de 2013

OS MUNDOS E OS QUIETOS

Ser quieto não é o mesmo que ser lerdo. Os quietos costumam se reconhecer e, se proteger dos pseudos espertos. Os quietos mais jovens costumam abraçar o mundo, já os quietos mais vividos, conseguem harmonizar melhor os sentimentos que vem daquele entusiasmo apaixonado de boa causa, com ensaios de retidão e ouvidos atinados para razão. Ser quieto, também não é ser bobo, pelo contrário, o quieto sabe ser livre como um lobo. Sabe até se aparentar (se for preciso) como um tolo. Sabe a hora de tampar os ouvidos, especialmente diante as ligeiras investidas dos astutos. Os pseudos espertos costumam falar muito, já os quietos costumam observar mudo. Os quietos conseguem ouvir o silêncio, já os espertos compreendem as mensagens, apenas se houver algum tipo de barulho, pois tem dificuldade de emudecer a alma, quando a calma precisa manobrar. O bom é que os quietos e os espertos estão todos fisicamente embaralhados, porém separados por natureza e sentimentos, compondo assim, a heterogeneidade universal dos mundos. Num mesmo planeta, contudo, cada um, em seu mundo. 

Caio Dagher