quarta-feira, 9 de março de 2016

MANSIDÃO


A existência de vez em quando APARENTA-SE um tanto áspera, dissimula-se seca e ríspida.
Entretanto esse fenômeno de APARENTAR ou DISSIMULAR é apenas o disfarce da vida, que nos seduz buscar nossa luz, sem aquele sacrifício na cruz, sem qualquer pirraça nos conduzindo a retirar nosso capuz.
Afinal de contas a vida é um paradoxo!
Pois, amanhã, após a tempestade esse tal de sofrimento,
Se dissolve como outra, e, qualquer ilusão!
No fim, o que permanece é só
O esclarecimento da compreensão,
O conforto do perdão,
O efeito da evolução,
A paz da retidão,
O jeito mansidão,
E a consciência do todo,
E de toda nossa imensidão.

Caio Dagher
03/09/2015

AMOR PROPAGANDA


Antes de comentar ou atribuir alguma regra,
Verifique se teu afeto sai sem expectativa de lucro ou troca,
Pois amor não é permuta, nem barganha.
Amar é se doar sem poder fazer campanha!

Caio Dagher

SONHOS RISONHOS

Farei um laço com meu abraço,
Darei um pedaço do meu espaço,
Pois a vida tem me ensinado que desacompanhado,
Serei apenas um sujeito tristonho sem sonhos risonhos.

Caio Dagher

INCONDICIONAL


Por mais doloroso que seja
Que o perdão, aqui, esteja!
Pois, entre as mães e suas crianças,
O amor é incondicionado, uma eterna esperança.

Caio Dagher

quarta-feira, 2 de março de 2016

INDULGÊNCIA

Os livres de coração submetem contemplar sem prejulgar
Alcançam o amor sem quantificar,
Sem fazer qualquer comparação,
Sem reclamar de qualquer desatenção!

No tumulto, a cooperação é o fôlego do sossego,
E a aparência não será pré-requisito de anuência!

É preciso desapaixonar dos entusiasmos, posses e trajes
E nos presentear com a flor do desapego.
Para que antes de adentrar no pomar dos sonhos felizes,
Nós possamos fechar os olhos do ego com seu apressado preconceito!

Caio Dagher

terça-feira, 1 de março de 2016

APRENDIZ

Devagar aprendo que amor-requinte
Só daqui alguns vinte anos,
Na condição de ouvinte e contribuinte.

Fora disso, terei um amor-aprendiz,
Imaturo, contudo, dono de uma paixão matriz e,
De um sentimento diretriz.

Caio Dagher

sexta-feira, 29 de maio de 2015

SAUDADE

Saudade se confunde com carência. Saudade é quieta. Carência aflige. Na saudade há sorrisos discretos. Na carência há prantos incompletos. Na saudade há compreensão. Na carência há confusão.
Saudade é singular, carência abre exceção para o plural. O caminho da saudade é assim: amor + dor = compreensão. O caminho da carência é assim: paixão + apego = ansiedade. Saudade faz bem. Faz bem para quem tem, sem essas de suposições e interrogações sem essas conjunções adversativas: porém, entretanto, contudo, etc. Saudade é um sinal de que, o que passou foi especial. Contudo, não quer dizer tudo, nem mesmo omitir nada, tão só um anúncio da alma pra mostrar que valeu a pena. Saudade é a cena que se repete de propósito, para revelar outro jeito diferente e amadurecido de interpretar o amor. Pois amar é deixar partir, é acreditar no efeito do tempo, que leva e traz na velocidade luz. Na velocidade que só o amor de verdade compreende. A saudade entende que foi melhor. A saudade entende que a vida sempre tem algo admirável pra nos propor e, que o só no fim do decurso nós compreendemos todo esse discurso.

Caio Dagher